“EU NUNCA IMAGINEI TER UMA FAMÍLIA”

 

Por conta dos vícios em drogas, o Bispo Rogério Formigoni, de 38 anos, conta que não pensava em casar, muito menos em construir uma família. Mas mal sabia ele que seu grande amor morava na rua de cima de sua casa. Uma união que aconteceu na hora, nos minutos e nos segundos exatos porque tanto ele quanto a esposa, Ana Cláudia Formigoni, de 40 anos, descobriram o segredo para encontrar a pessoa certa. Confira a entrevista exclusiva que o casal deu à Folha Universal.

O QUE ACONTECEU QUANDO SEUS PAIS DESCOBRIRAM QUE O SENHOR ERA VICIADO?

Ele: Meus pais se desesperaram e queriam que eu voltasse para casa. Nesse interim, fui convidado a ir à Universal, onde descobri o responsável pelo vício das drogas e destruição da minha vida, que era cercada de angústia, medo e depressão.

COMO FOI O SUA TRANSFORMAÇÃO DE VIDA?

ELE:

Quando eu fui a primeira vez em uma reunião na Universal uma coisa me chamou atenção: quando eu vi uma pessoa manifestada com um espírito dizendo que ele era o causador dos vícios, naquela hora eu entendi quem era o responsável pela minha vida estar destruída. Eu optei, a partir daquele momento, ir à igreja todos os dias, porque eu queria ser curado. Em menos de um mês, teve um dia que eu decidi abandonar aquela vida de uma vez por todas. Numa oração, eu disse para Deus: “Eu nunca mais vou decepcionar o Senhor”. No mesmo dia o meu amigo me deu uma sacola de crack de “presente” e eu disse a ele que não queria e que tinha conhecido algo que era mais forte que o crack. Quando decidi me entregar, algo mudou dentro de mim. Eu queria ajudar os outros. Mesmo assim a voz vinha no meu ouvido de 30 em 30 minutos “usa só mais uma vez, depois você para”. Foram três dias sem dormir, a cada vontade eu resistia e fazia uma oração. No terceiro dia parecia que eu nunca tinha usado qualquer tipo de droga, fui curado.

O SENHOR ESTÁ À FRENTE DE UM PROJETO NOVO DA UNIVERSAL EM SÃO PAULO, QUAL SEU PRINCIPAL DESAFIO?

ELE:

Por causa da epidemia dos vícios, que vem destruindo todas as classes, Deus deu ao bispo Macedo essa direção para fazer um trabalho de combate aos vícios. Assim, ele me deixou à frente desse projeto principalmente pelo fato de eu já ter sido um viciado. Tanto o usuário quanto o familiar agora já sabe que se antes não tinha uma porta agora tem. Se a pessoa for ao médico, ele não vai dar certeza da cura, mas no trabalho da cura do vício quem vier disposto a obedecer será curado com toda a certeza.