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Um amor que vale a pena

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A primeira frase que ouvimos sobre Deus é: “Deus é amor!”.

E passamos a repetir isso por anos, desconhecendo seu verdadeiro significado. O Novo Testamento foi escrito em grego, a língua reconhecida internacionalmente na época. Se no português, uma única palavra expressa os vários tipos de “amor”, no grego, há distinção entre elas para expressar as diferentes maneiras de amar. Veja:

Amor “eros”: físico e sexual vivido entre o homem e a mulher.

Amor ”storge”: amor familiar.

Amor “phileo”: amor da amizade, baseado em retribuição.

Amor “ágape”: amor Divino, incondicional, perfeito e ilimitado.

Dependendo das altas taxas de hormônios, rs, o amor “eros” está sempre em ação. Aliás, existem pessoas que são ligadas apenas ao físico e sexual e estão cegas para qualquer outro fator.

Naturalmente, todos liberam o amor “phileo” aos amigos, pois ele é condicional e nasce de uma troca. Sua origem está no coração, por isso, facilmente pode haver enganos, frieza, incompreensão e desentendimentos.

Na família, o amor “storge” entra em ação. Amamos porque temos laços, ou porque é do nosso sangue. Enxergamos os defeitos, nos chateamos, nos decepcionamos e até reclamamos, e ainda assim amamos ou suportamos.

Mas é do amor “ágape” que eu quero falar hoje, pois esse é o amor de Deus pelos seres humanos e que nós devemos ter também. Ele está sempre disposto a perdoar quem se aproxima dEle. Quer manter um relacionamento de forma incondicional e dar o Seu amor sem interesse, por isso tenta exaustivamente alcançar o homem, sem Se cansar. Seu amor não está baseado em circunstâncias ou sentimentos, senão oscilaria e deixaria de ser perfeito.

Esse amor nasce da fé e é alimentado por ela e não pelo valor do outro ou por suas ações. Ele permanece, mesmo não sendo correspondido ou compreendido. Esse é o único amor que suporta traição e rejeição. Ele se conserva na mente e é provado com atitudes e decisões firmes. É o único capaz de servir sem interesse pessoal.

O Senhor Jesus amou Seus discípulos assim, por isso foi capaz de suportar a traição, o abandono e perdoá-los quando ainda sequer haviam se arrependido. Eles O amaram com o amor phileo, por isso tiveram medo das consequências de segui-lO e ficaram de longe.

Eles O conheciam fisicamente, mas não espiritualmente. Precisaram nascer da água e do Espírito para ter seus olhos abertos e amá-lO com um amor verdadeiro.

É bem fácil amar com o amor phileo, natural e passageiro. Mas aqueles que são de Deus serão sempre despertados para ir além e descobrir que o amor que permanece na eternidade é aquele capaz de suportar as injustiças, a ingratidão, as calúnias, o desprezo…

Esse é o amor que devemos semear com nossas vidas, mas poucos neste mundo estão dispostos.

Um beijo e até a próxima!