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É preciso perder para dar valor?

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2Várias pesquisas comprovam que a mulher fala mais que o homem, se bem que não precisava fazer nenhuma pesquisa para saber disso. Mas, há mais detalhes aí: nós aprendemos a falar mais rápido e, claro, fazemos muito mais reclamações do que eles. Aliás, disparadas na frente neste quesito.

E aqui temos uma vitória que não é muito bonita de se falar: durante a vida, falamos três vezes mais que os homens – entendeu por que os homens fogem tanto de discutir a relação? Já entram em desvantagem, rs.

Diante dessa pesquisa, gostaria de promover alguns minutos de reflexão sobre o que vem permeando nossos relacionamentos. Será que temos reparado nessas milhares de palavras faladas?

Ninguém consegue agradar falando demais ou reclamando de tudo. Há mulheres que nunca estão felizes com nada; conseguem reclamar do inverno, do verão, da chuva e do sol, do clima seco e do úmido; do patrão exigente e do bonzinho; do shopping cheio ou vazio; do barulho e do silêncio… Enfim, reclamações sem fim.

Vejam os exemplos de reclamações:

* Do marido:

Se é calmo, carinhoso, romântico e gosta de cuidar das crianças, reclama que ele é muito pacato e que fica muito em casa. Ela se cansa e diz: “Estou sentindo falta de agitação, quem sabe brigar não ajuda?”

Mas, se ele é do tipo mais desligado, que chega um pouco mais tarde, ela reclama que ele nunca se preocupa com ela, com as crianças, que só pensa nele…

* Da cidade onde mora:

Se é grande, reclama que o trânsito é insuportável e que ninguém dá confiança para ninguém; mas, se é pequena, diz: “Aqui é muito chato,

sem graça, todo mundo cuidando da minha vida, não tem nada para fazer…”

* Da casa:

Se é grande, reclama que gasta muito tempo e dinheiro para cuidar; muitos banheiros, a escada… Mas, se é pequena: “Que horror! Não temos privacidade nenhuma, não posso receber ninguém, isso é um cubículo!”

* Das louças:

Se a cozinha é equipada, reclama porque tem muita coisa para lavar: “É panela demais!”; se tem pouca coisa, reclama que não consegue cozinhar e diz: “Quase não tenho panelas…”

* Do cabelo:

Se é liso, reclama: “Queria que fosse cacheado…” A que tem cacheado, gasta uma pequena fortuna, porque queria que ele fosse liso.

* Do corpo:

A que tem quadril grande, reclama: “Não consigo a roupa que quero, me sinto gorda, chamo muito atenção…”; mas a magrinha toma tudo quanto é vitamina e diz: “Daria tudo para ter grandes curvas…”

A de pele branca reclama e esturrica no sol querendo ficar morena, e a morena suspira pensando como seria bom ser a “branca de neve…”

* Da sogra:

Se ela dá atenção, quer ajudar, reclama porque acha ela intrometida, não quer ajuda; se ela fica mais distante, reclama que ela nem se lembra da sua existência…

Existem reclamações que são legítimas, por isso devemos sempre ver qual a motivação de que estamos falando. E quando perceber que esse é um defeito, busque uma mudança, pois não é sempre fácil e rápida.

E se você está cansada de ler essas reclamações, que tal fazer uma autoanálise? Porque, talvez, as pessoas também não estejam lhe aguentando mais!

Não podemos cair no erro de nunca estar contente. É comum as pessoas pensarem que, reclamando, vão conseguir tudo, mas não é bem assim.

Herdamos essa insatisfação de Eva, que não se contentou com o mais perfeito jardim, com todas as árvores, menos com uma. Ela teve que provar a que não devia, e conseguiu perder tudo de bom que tinha ganhado de Deus.

Talvez você esteja no paraíso e não dá valor a isso. Será que vai ser preciso perder?

0 Captura de Tela 2015-01-18 às 23.28.53Núbia Siqueira.