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Dona, eu? De quê?

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9b1ea6ee01d65bdfeda685dba0c57c33-300x300Respeito e deferência são qualidades admiráveis sempre, mas nunca devem ser confundidos ou vistos apenas de um ângulo.

Quando Deus enviou os Dez Mandamentos ao Seu povo, fez menção sobre a forma que desejava ser tratado:

“Não tomarás o Nome do Senhor Teu Deus em vão.”  Ex 20.7

Alguns entendem esse mandamento ao pé da letra e não acham correto ao menos pronunciar “Deus”. Mas pergunto: seria isso suficiente?

Entendo que o Altíssimo pede respeito, mas vai além de nome, pronomes ou um comportamento cheio de medo. Ele deseja que não O desonremos diante dos outros em palavras e atitudes; que não façamos piadinhas com o Seu Nome; que não tenhamos uma linguagem vulgar; que cumpramos com nossa palavra e, sobretudo, que sejamos obedientes de verdade a Ele.

Tem sido comum, em nome do respeito, obreiras e esposas de pastores, tão novinhas, se tratarem de senhoras. Em alguns casos, acham que o tempo que têm de igreja, lhes dá o privilégio de serem tratadas como “dona”.

E muitas pessoas, que não são da igreja, ao ouvirem, chegam a se assustar. Isso reforça o pensamento negativo de que somos fanáticos e alienados. Ao referir-se a alguém muito jovem como “dona Fulana”, soa cafona e um pouco opressor. Há aqueles que ainda usam somente a forma de tratamento “dona” porque têm preguiça de aprender o nome.

Não sei se vocês já ouviram a expressão: “Oh dona, a dona do pastor tal pediu…” Olha que linguajar feio!

Temos o privilégio de pertencer a uma Igreja que anda na vanguarda, junto às necessidades do povo. É sempre pioneira em tudo o que faz, abrindo o caminho para as demais. Não desmerecendo ninguém, pois esse não é o objetivo deste texto, mas enquanto em outros lugares o povo tem que pedir para que seus líderes atualizem-se, pois estão no século passado, na Universal, todos têm que correr senão ficam para trás, rs! Daí a importância de passar ao mundo a verdadeira mensagem: nós, como filhos de Deus, somos da fé sim e isso nos torna extremamente felizes, atualizados e inteligentes.

É claro que senhoras ou qualquer outra pessoa com quem você não tem intimidade merece um tratamento mais formal. No entanto, entre pessoas tão próximas, amigas e até irmãs, por que tanta cerimônia?

Isso também aplica-se aos filhos. Qual é a maneira correta de tratar os pais? Senhor ou você? Depende da sua criação. Cresci chamando minha mãe de senhora e não conseguiria hoje mudar. Mas, meu respeito por ela é demonstrado de muitas outras maneiras. Quantos são os filhos que chamam suas mães de mãezinha, senhora, tomam a bênção, mas que a envergonham, são respondões e só dão dor de cabeça. E aí?

Lembro-me do que disse o Senhor Jesus: “Por que vocês Me chamam Senhor, Senhor e não fazem o que Eu digo?” Lucas 6.46

Repito: não adiantam as formas de tratamento se a verdadeira honra não estiver presente.

*Se você respeita uma pessoa, demonstre isso na presença e mais ainda na ausência dela.

*Não fale mal e não deixe que outros depreciem a pessoa que você respeita.

*Não seja desonesta e nem dissimulada com ela em nenhum momento.

*Só use o termo “querida”, “minha querida”, “meu amor”… se elas realmente são queridas de fato para você.

 

Eu prefiro que você me chame de Núbia apenas, mas sinta-se à vontade para chamar como achar melhor. E você, como gosta de ser tratado? Na sua opinião, o que realmente honra uma pessoa?

 

nubiaNúbia Siqueira.