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Qual tem sido o seu talento?

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Spanish 8 Reale coin with pewter counterfeit copy“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.

A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.” (Mt 25, 14.15)

O senhor não dividiu os talentos pela importância de cada servo, o que recebera cinco não era mais importante do que o servo que recebeu apenas dois, e que recebeu dois mais importante do o que recebeu um. Ele dividiu segundo a capacidade de cada um, mas todos tinham igual importância diante do senhor.

É desta forma que Deus age! Seja o servo um bispo, pastor, obreiro, evangelista… todos têm a mesma importância para Ele e para a Sua obra.

“O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.”(Mt 25, 16.18)

Os servos que receberam cinco e dois talentos saíram imediatamente para multiplicar os talentos a eles confiados. Quando Deus nos dá uma direção, devemos segui-la imediatamente, e nunca deixá-la para depois.

O servo que recebeu um talento desprezou o que lhe foi dado. Ele não fez questão de agradar ao seu senhor! Ele pensou que não valeria a pena se sacrificar por algo que não era dele.

Não devemos desprezar o que Deus tem confiado à nós. Não trabalhamos para o homem, pois tudo o que foi confiado em nossas mãos, foi confiado pelo próprio Deus, e um dia estaremos diante Dele para prestarmos conta destes talentos…

“Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (…)

Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,

receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.

Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 25, 19.30)

Imagine o senhor Jesus cobrando de cada um de seus servos o que eles fizeram com o talento que receberam. Em termos de responsabilidade, uns recebem mais e outros menos, mas em termos de condições espirituais, Deus deu para todos nós a mesma condição (a Palavra, o Espírito Santo e o Nome do senhor Jesus), e já que todos têm a mesma condição, todos serão cobrados de igual forma.

Será aprovado o servo que for considerado “bom e fiel”. Ser bom está relacionado ao que eu faço para Deus, e ser fiel é o que eu sou para Ele, o meu caráter! Existem os dons do Espírito Santo e os frutos do Espírito Santo. Os dons são ferramentas que o Espírito Santo concede aos seus servos para execução dos seus serviços. Já os frutos vem como resultado da nossa comunhão com Deus. Eles mostram o grau de intimidade que temos com O Altíssimo e refletem o que somos! Quer dizer: os dons estão relacionados ao que nós fazemos e os frutos ao que nós somos.

Tudo aquilo que fazemos para Deus faz aumentar o nosso galardão. Desde as coisas mais complexas como salvarmos uma alma do inferno, as coisas mais simples, como orar por alguém ou quando tiramos um papel do chão que está sujando a casa de Deus. O nosso galardão vai sendo ajuntado e nos dado quando estivermos diante Dele na sua volta.

O servo mal e negligente, é mal pois a sua intenção, o seu caráter é mal. É negligente porque é irresponsável com aquilo que é confiado em suas mão pelo seu senhor.

Este servo é aquele que faz a obra por fazer! Se sente obrigado a fazê-la e não faz amor ao seu senhor. Ele olha para o homem e esquece que foi Deus que confiou aquele talento a ele.

A este servo, além de não ter nenhuma recompensa para a eternidade, é prometido o lugar onde haverá choro e ranger de dentes.

Bispo Domingos Siqueira